sábado, 14 de março de 2009

Iniciando a vida no Surf - Parte I

Quando adolescente, por gostar do mar, despertei meu interesse pelo surfe. Assistia vídeos, lia revistas e me imaginava pegando as ondas perfeitas neles mostradas.

As capas dos meus cadernos do final do ensino fundamental e durante o ensino médio eram todas personalizadas, com recortes de revistas e desenhos por mim feitos.

Durante as aulas chatas eu ficava desenhando ondas e os símbolos das melhores marcas de roupas e equipamentos de surfe. Algumas vezes até competia com os colegas que curtiam surfe, para ver que fazia o desenho mais legal.

Mas duas coisas ainda me faltavam: Uma prancha e alguém que me acompanhe neste novo desafio, pois sabia dos riscos de entrar no mar sozinho, ainda mais quando se está aprendendo.

Comprei uma prancha de um amigo, usada, mas em boas condições e por um preço muito bom, mas ela era muito rápida e pesada para a remada, horrível para quem estava aprendendo.

Meus primeiros banhos foram com um amigo que passou junto comigo, parte do verão na casa do meu avô. Por sorte pegamos dias ótimos para um iniciante, com ondas boas e mar calmo, fácil de varar. Peguei minha primeira onda no terceiro dia, ela fechou rápido, mas a sensação de pegar aquela onda foi maravilhosa, ainda mais depois de muitas vacas e goles de água.

Uns dias depois, jogando futebol, no campo ao lado de casa, fiz amizade com uma gurizada que surfava, todos muito parceiros. Eles apareceram por lá e perguntaram se podiam jogar futebol com a gente. Depois de algumas partidas, o pessoal começou a se mobilizar para o surfe, me perguntaram se eu surfava e se eu era parceiro para dar o banho. Pronto agora não falta mais nada!

Nos banhos seguintes o mar não foi mais tão generoso, como nos dias anteriores. Ainda pequeno, mas com influência de nordeste, as ondas quebravam com intervalos muito pequenos, o mar mexido dificultava a remada. A cada banho um novo sufoco para varar, muitas ondas na cabeça, joelhinhos errados, vacas e muitos goles de água.

Depois de muita insistência consegui varar o mar, mas quando isso aconteceu, quase já não conseguia erguer os braços para remar, mas só de estar lá dentro do mar já me sentia feliz.

Nos dias seguintes a rotina se repetiu, futebol, surfe, vacas e nada de onda, mas conseguir varar, trazia o sentimento de satisfação.

As imagens vistas e situações presenciadas dentro do mar são indescritíveis. A cada dia que varava o mar e via as ondas, pôr-do-sol e a praia de um ângulo diferente, me apaixonava por este esporte.

O verão se passou, neste tempo consegui pegar mais umas duas ondas, mas já me sentia um surfista, não que eu quebrasse a vala, mas já tinha me tornado "dependente" deste esporte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui comentários sobre o post ou sugestões de Trips, qualquer coisa relacionada ao Surf