sexta-feira, 1 de maio de 2009

Trip Uruguai – Sexta-Feira Santa 2009 – Parte I

 

Porto Alegre, quinta-feira santa, 09 de abril de 2009.

Aproximadamente 23:45h, a galera sai de casa, para o Largo da Epatur, para a excursão rumo ao Uruguai. A excursão foi uma maneira menos cansativa e financeiramente boa, e ainda poderíamos descansar durante a viagem.

O ônibus estava lotado como tínhamos confirmado 27 pessoas para ir, praticamente só conhecidos no bus, nas primeiras horas de viagem a galera foi agitando, até a 1ª parada para um café e um lanche, às 3 horas da manhã mais ou menos…

A viagem seguiu, o pessoal dormindo, recuperando as energias para o dia seguinte, aproximadamente 9 horas da manhã chegamos ao Chuí.

Já estávamos a poucos minutos do Parque do Forte de Santa Teresa – Uruguay, cansaço e euforia se uniam.

Pelas 10:30 min, finalmente chegamos no parque e montamos o acampamento.Acampamento barracas

Perfeito, já estávamos instalados, e o que nos sobrava era a vontade de sair conferir as ondas e finalmente dar o tão esperado banho.

Uruguai 014  Uruguai 021

Já não importava se estivesse crowd ou não.

Chegando em Las Achirras, altas ondas rolando e o pico estava lotado.

Uruguai 026

Aproveitamos a sexta com dois banhos de algumas horas, várias ondas, a sexta feira santa, fez jus ao nome, e entrou para a história das nossas trips…

terça-feira, 7 de abril de 2009

O mar visto por um Surfista




Para os praticantes do surf, que frequentemente se deliciam com momentos mágicos e lindas imagens ao praticar o surfe, e para os não praticantes deste esporte "entenderem" um pouco o porquê de tanta fissura pelo mar e a natureza.

Foi encontrado o site de um surfista e fotógrafo havaiano, que, para satisfazer um pedido da sua esposa que pediu à ele uma foto do interior de uma onda, para decorar o quarto deles.

A primeira imagem ficou tão legal que ele gostou da idéia e começou a praticar este tipo de fotografia.

O cara tem fotos ótimas, em algumas se pode imaginar as vacas que ele tomou para conseguir os clics.

sábado, 28 de março de 2009

Pinhal, 21 de Março de 2009


Depois de uma semana longa e muita espera, finalmente chegou sexta-feira, um dia longo de trabalho e aula.

Chegando em casa depois da faculdade é hora de arrumar as malas e partir para o litoral, começamos pelo indispensável (long, leash, parafina, bermudas de surf, protetor solar) e depois o resto (roupas e demais itens necessários).

Depois de preparar o carro para a viagem, acomodar as bagagens e prender as pranchas é só embarcar e curtir o passeio.

O clima já melhora, o stress da semana começa a desaparecer, o rádio ligado só com músicas que já vão colocando a galera no ritmo de praia e do surfe. Sem pressa para chegar na praia, a conversa rola solta, chimarrão e muita risada.

Depois de 40 minutos de viagem um flash “bah esqueci a mochila com o long em cima da cama”, amanhã não pode fazer frio. Neste momento já fico desesperado, penso em dar meia-volta, mas já eram 1:30h da madrugada se voltar vamos ter que abastecer novamente e vamos acabar chegando na praia quando estiver amanhecendo, o que comprometeria o surfe de todos no dia seguinte. Pronto agora comprometi meu final de semana de surfe, pois agora no outono a água geralmente é fria, assim o banho vai ser de no máximo 20 minutos e não vou aproveitar mais nada.

Alguns minutos depois do susto lembro que o resto do pessoal vai para a praia no sábado pela manhã, e com isso posso pedir que tragam para mim o meu outro long que deixei emprestado para o meu primo, beleza, agora já tem a luz no fim do túnel, no sábado pela manhã tenho que avisar o meu primo que vão passar na casa dele para pegar o long e depois de combinar com ele, pedir para que o pessoal passe lá para fazer essa mão para mim.

Com essa luz o humor já volta ao normal e a viagem começa a ser curtida novamente, só pensando em acordar cedo no sábado para ver como vai estar o mar e a temperatura da água, afinal não sei que horas o pessoal vai chegar na praia.

Chegando na praia depois de descarregar o carro é só arrumar as coisas e descansar bastante para o banho do dia seguinte.

Às 6:30h o despertador toca, levanto bem descansado e pronto para ver as condições de surfe, na passada pela cozinha pego um pão para me acompanhar até a beira da praia e para começar os preparativos para o surfe. Pego a bicicleta na garagem e vou pedalando até a praia, chegando lá para verificar as ondas e temperatura da água.

As ondas estavam com aproximadamente 0,5 metros e com uma formação boa, e a temperatura estava ótima para um banho no pêlo, mais quente do que em muitos dias do verão e o mar sem corrente.

Volto correndo para agilizar a galera e o café para dar o banho o mais cedo possível.

Depois dos preparativos começa a correria para ir para a água, muito protetor solar pois o sol está forte e com o tempo que vamos ficar na água torna o filtro solar indispensável.

Já no primeiro banho a gurizada fez a festa e curtiu bastante as ondinhas, depois de 2:30h horas de surfe e muitas ondas, a fome bateu, pronto vamos reabastecer, pois na tarde tem mais.

Na tarde as ondas permaneceram com mesmo tamanho e formação, neste segundo banho o nível de stress já tinha ido ao mínimo possível e ainda tínhamos mais os dois banhos do domingo.

Na noite a galera exausta do surfe não se animou muito para agitar e fazer alguma coisa, depois da janta e de duas cervejas o negócio mesmo é dormir.

Domingo às 6h a gurizada já estava pilhada para o surfe, o café pronto e muita correria para o banho, pois o vento ainda não tinha entrado e o negócio é aproveitar, pois quando o nordeste entra o mar fica mais balançado, e o negócio é curtir um marzinho liso.

Chegando na praia tomamos um susto, a praia com muita gente para esta época, um torneio de pesca em pleno outono. Sem problemas então em direção ao centro para achar um lugar onde o pessoal do campeonato não esteja pescando e fazer a festa.

As ondas quebravam nos coquinhos, ainda com os 0,5 metros de sábado, mas abrindo bastante, o que garantiria a nossa diversão. Incrível aquela bancada ali nos proporcionou muitas ondas boas e algumas vacas perigosas e outras tantas muito engraçadas, além do crowd básico nos dias de ondas boas no Pinhal.

O banho rolando a gurizada estava “a toda”, pegando uma onda atrás da outra e fazendo aquela gritaria de felicidade por poder desfrutar daquele momento.

Uma das vacas mais bonitas eu consegui ver nos mínimos detalhes, a onda abriu de esquerda e eu posicionado mais para a direita de um amigo que estava posicionado para esta onda, quando ele começou a remar para entrar na onda(uma das maiores do domingo pela manhã, devia ter 1,0 metros), o irmão dele gritou “tu é maluco”, pois como estávamos nos coquinhos uma embicada naquela onda seria perigo de prancha quebrada e algum ferimento feio. No momento que o meu amigo que tentava pegar aquela onda viu a forma que ela cavou, só pude perceber a cara de pavor dele ao perceber que estava embicando, neste momento ele jogou a prancha para o lado e antes de começar a cair ela passou voando sobre a cabeça dele. A onda estourou e quando vimos que estava tudo bem com ele, a gargalhada foi geral, daquelas risadas de doer as bochechas. Nestes momentos devíamos ter uma máquina fotográfica para registrar os acontecimentos e depois poder compartilhar com os outros.

Passadas 2 horas de banho fomos todos almoçar e recarregar as energias para o banho da tarde que ainda prometia muita diversão.

Para comemorar os momentos, nada mais apropriado do que um belo churrasco, com arroz e uma salada de maionese, tudo para que tenhamos os nutrientes necessários para uma boa recuperação e aproveitar o próximo banho.

Depois de almoçar e descansar por 1 hora, começamos novamente os preparativos do banho final, depois de tudo acertado voamos para o mar.

O banho da tarde foi mais tranqüilo, só a nossa turma dentro da água, ao menos naquela bancada que aproveitamos pela manhã. O mar estava um pouco mais balançado, pois o nordestão tinha chegado. As ondas mais uma vez ajudaram a galera e conseguimos fechar um final de semana de ondas pequenas mas com boa formação e muito divertimento. O banho durou aproximadamente 2:40 minutos e foi o bastante para garantir uma semana de trabalho e correria com muita tranqüilidade e alegria.

A volta da praia para Porto Alegre foi tranqüila e rápida, mais triste do que a ida, mas na segunda-feira a realidade começa.

sábado, 14 de março de 2009

Iniciando a vida no Surf - Parte III

A melhor coisa para quem está iniciando a vida no surfe é ter algum amigo que já pratique o esporte há mais tempo, que possa passar as dicas sobre o mar, joelhinho, remada e entrada de onda. Mas quando não temos amigos que surfem e não podemos fazer algum curso, a solução é o cara se virar, entrar no mar sempre onde tem mais alguém surfando por perto e observar.

Devemos observar a remada, que pode melhorar de acordo com o movimento dos braços dentro da água, posição do surfista em cima da prancha e equilíbrio.

Para a remada render devemos ter os seguintes cuidados:
- A prancha deve ser compatível com o nível do surfista, bem como, sua altura e peso.
- Ao deitar para remar, o surfista deve esticar o braço ao longo da prancha e o bico dela deve ficar na ponta dos dedos, ou passar.
- As pernas durante o movimento de remada devem ficar juntas e levemente erguidas, facilitando o equilíbrio.
- No movimento com os braços devemos cuidar para não levantá-los demais e assim acabar cansando as costas e ombros.
- Na remada devemos estender o braço até o bico da prancha e remar fundo, o movimento do braço deve ser da mesma forma que os nadadores fazem.
- Ao remar para varar a rebentação devemos dosar nossas forças, a fim de não utilizarmos as nossas energias no momento errado, dentro do buraco deve-se remar levemente para avançar e guardar as forças para quando estiver chegando onde as ondas estão quebrando, podemos dar aquele gás no intervalo da série e enfim varar.

Devemos observar o momento de entrada de onda, evitando fadigar os músculos com remadas em ondas ruins, ou quando ainda não é a hora de tentar pegá-la.

No início da prática do surfe, o mais comum para os iniciantes é a embicada, que acontece quando o surfista mal posicionado na onda desce a parede antes de finalizar o drop. Para evitá-lo devemos perceber o momento exato de entrada de onda, bem como quando a onda está muito cavada, durante o movimento de drop, forçar com o pé da rabeta para mantê-la com o bico na posição horizontal.

O joelhinho tende a melhorar com a prática, cada vez mais ajudando o surfista a varar o mar e se safar de umas boas. O importante para um joelhinho eficiente é não deixar a onda tocar as costas do surfista e evitar subir à superfície ante s do tempo e ser arrastado.

Com o tempo e prática estes “recursos” são aperfeiçoados e se tornam fáceis e muito úteis.

No início a remada parece não render, e quando estamos cansados, para ajudar, o joelhinho é ruim, o que dificulta muito para se conseguir varar.

Iniciando a vida no Surf - Parte II

Passado o verão, com os novos amigos e parceiros de surfe, começamos a ir para a praia no outono.

Praia deserta, as casinhas de salva-vidas vazias, ventos fortes de sul, que deixavam as ondas gigantes e assustadoras.

A beira da praia é frequentada por muitos animais como gaivotas, cachorros e outras diversas espécies de aves.

Nesta época do ano devemos ter muita atenção por causa das redes, então, identificar a força e direção da corrente, bem como caminhar na beira da praia para ver onde estão as redes para evitarmos acidentes, são verificações necessárias para a nossa segurança.

No primeiro banho, já se nota a diferença na água do mar também, muito fria, sem roupa adequada, como um long no caso deste dia, não se consegue ficar dentro do mar por mais de 10 minutos.

Em alguns dias dependendo da temperatura da água, o primeiro contato dos pés e mãos com ela são horríveis, as juntas parecem que estão sendo esmagadas, e doem muito por causa do frio, mas depois de alguns minutos e algumas remadas a sensação diminui.

Varar o mar fica um pouco mais fácil, mas as vacas se tornaram mais assustadoras devido ao tamanho das ondas e o fato de estarmos sozinhos na praia, no caso de um acidente dependemos apenas dos amigos para o socorro. Depois do desafio de varar o mar ser vencido, a gurizada descansa um pouco e começa a se "atirar" nas ondas. Em dias assim cada joelhinho certo que nos "safa" de uma vaca gigante é vibrado.

Depois de algumas ondas e muitas vacas, pela primeira vez coloco em dúvida o quanto vale praticar este esporte. Depois de aproximadamente uma hora de banho e nos distrairmos, enxergamos uma rede de pesca há uns 30 metros de onde estávamos e a corrente forte nos puxava na direção dela. Remando dentro do buraco, os braços cansados pouco ajudam, a adrenalina sobe, o pessoal começa a avisar para todos ficarem juntos para no caso de acontecer algo a ajuda ser rápida. As ondas não ajudavam muito pois quebravam no banco de areia, sabíamos que pegando uma onda estaríamos salvos do perigo. Várias ondas se passaram, meus braços, ombros e costas doíam muito e as minhas remadas de nada ajudavam, quando me questionei: "O que estou fazendo aqui dentro do mar? Por que inventei de surfar?". No fim depois de muito esforço saimos do mar sem problemas, mas as marcas desta "luta" são sentidas nos músculos até o dia seguinte.

Nestas horas o importante é manter a calma e remar sem parar, utilizar a ondulação das ondas se formando para avançar, até conseguir pegar uma onda e enfim sair do mar.

Sempre quando se está iniciando a vida no surfe nos questionamos sobre valer à pena ou não surfar, mas como a maioria de nós humanos gostamos de um desafio, esta dúvida dura por pouco tempo.

Iniciando a vida no Surf - Parte I

Quando adolescente, por gostar do mar, despertei meu interesse pelo surfe. Assistia vídeos, lia revistas e me imaginava pegando as ondas perfeitas neles mostradas.

As capas dos meus cadernos do final do ensino fundamental e durante o ensino médio eram todas personalizadas, com recortes de revistas e desenhos por mim feitos.

Durante as aulas chatas eu ficava desenhando ondas e os símbolos das melhores marcas de roupas e equipamentos de surfe. Algumas vezes até competia com os colegas que curtiam surfe, para ver que fazia o desenho mais legal.

Mas duas coisas ainda me faltavam: Uma prancha e alguém que me acompanhe neste novo desafio, pois sabia dos riscos de entrar no mar sozinho, ainda mais quando se está aprendendo.

Comprei uma prancha de um amigo, usada, mas em boas condições e por um preço muito bom, mas ela era muito rápida e pesada para a remada, horrível para quem estava aprendendo.

Meus primeiros banhos foram com um amigo que passou junto comigo, parte do verão na casa do meu avô. Por sorte pegamos dias ótimos para um iniciante, com ondas boas e mar calmo, fácil de varar. Peguei minha primeira onda no terceiro dia, ela fechou rápido, mas a sensação de pegar aquela onda foi maravilhosa, ainda mais depois de muitas vacas e goles de água.

Uns dias depois, jogando futebol, no campo ao lado de casa, fiz amizade com uma gurizada que surfava, todos muito parceiros. Eles apareceram por lá e perguntaram se podiam jogar futebol com a gente. Depois de algumas partidas, o pessoal começou a se mobilizar para o surfe, me perguntaram se eu surfava e se eu era parceiro para dar o banho. Pronto agora não falta mais nada!

Nos banhos seguintes o mar não foi mais tão generoso, como nos dias anteriores. Ainda pequeno, mas com influência de nordeste, as ondas quebravam com intervalos muito pequenos, o mar mexido dificultava a remada. A cada banho um novo sufoco para varar, muitas ondas na cabeça, joelhinhos errados, vacas e muitos goles de água.

Depois de muita insistência consegui varar o mar, mas quando isso aconteceu, quase já não conseguia erguer os braços para remar, mas só de estar lá dentro do mar já me sentia feliz.

Nos dias seguintes a rotina se repetiu, futebol, surfe, vacas e nada de onda, mas conseguir varar, trazia o sentimento de satisfação.

As imagens vistas e situações presenciadas dentro do mar são indescritíveis. A cada dia que varava o mar e via as ondas, pôr-do-sol e a praia de um ângulo diferente, me apaixonava por este esporte.

O verão se passou, neste tempo consegui pegar mais umas duas ondas, mas já me sentia um surfista, não que eu quebrasse a vala, mas já tinha me tornado "dependente" deste esporte.

sábado, 7 de março de 2009

Surfe: esporte, estilo de vida, ou vício?

Pergunte isso para um surfista e ele vai te responder "Os três!".

Mais do que isso, o surfe é uma forma de lazer para as pessoas que assim como gostam de esportes, gostam de estar em contato com a natureza.

Uma religião, terapia, o surfe age na cabeça e alma, de forma que o surfista se transforma após um banho, provas disso, são as diferentes loucuras que os praticantes deste esporte fazem para conseguir ao menos por algumas horas, ficar dentro do mar e pegar nem que seja uma onda. Não importa ao surfista que estas horas de prazer sejam muito menores do que as de viagem que antecederam o tão esperado momento de entrar na água, até porque com o amor pelo surfe, gostamos de viajar buscando o nosso momento de relax.

Desde bate-volta, onde se vai pela manhã bem cedo e retorna depois do banho, a feriados onde se passa mais tempo dentro do carro viajando do que surfando, ou até em finais de semana em pleno inverno, dormindo dentro de uma barraca, abraçado com a namorada para não passar frio.

Dirigir durante uma noite inteira para chegar ao local do surfe, chegar na casa onde a galera vai ficar e arrumar tudo é tranquilo para a maioria dos seres humanos, mas depois disso tudo tomar um café e sem dormir por mais de 24 horas ir direto para a praia para surfar por 2 horas como se tivesse descansado por dias, não é para qualquer um. Afinal depois do almoço não se pode surfar, então no período da digestão e durante a noite a gente dorme.

Estas "indiadas" para os não-praticantes deste esporte parecem loucura, mas se praticadas ou contadas para um "surfista maluco", estas histórias serão perfeitas, ou no mínimo interessantes, desde que, durante o sacrifício as ondas tenham cooperado.

O tamanho da "indiada" depende dos recursos disponíveis no local da trip, bem como a grana disponível para o momento, mas como todo bom brasileiro, sempre se dá um jeito. Leva-se desde a comida para todo o tempo fora de casa, até papel higiênico, sal, vinagre, o que for necessário e possível de acomodar nos espaços disponíveis no carro, depois de guardados os equipamentos de surfe, é claro!


Fotos, vídeos e lembranças destes momentos são constantemente assunto de conversas entre os participantes da trip, ou praticantes do surfe, que as tem como troféus e páginas interessantes e boas da sua vida.



O que um surfista busca nas trips, não é comodidade, mas sim ondas ainda não surfadas, ou aquela onda que de alguma forma, no passado quando surfada, gerou uma espécie de vício ou adoração por parte do surfista.


Parcerias para este tipo de "loucura" sempre se acha, desde que combinada com antecedência e planejamento a diversão é certa.

Enfim na praia!


As ondas estão rolando! Já começa a ansiedade para entrar logo no mar e pegar umas boas ondas, o stress da semana já está sendo esquecido.
A gurizada começa com a correria na preparação para o surfe, passar a parafina na prancha, colocar o lesh no copinho, e ver se está tudo certo com a "bóia" para evitar "dar o banho" com algum buraco na prancha.
Água boa? Bom, então, enche o rosto e os ombros de protetor solar e pronto. Água fria? Pega a sacola plástica para facilitar a vida na colocação do long, não esquece do protetor no rosto.
Chegando na beira da praia começa a análise mais detalhada do mar para ver onde estão rolando as melhores ondas e onde vamos entrar. Alongamento é bom para evitar lesões e cãimbras dentro da água e acabar prejudicando o banho.
O primeiro contato com a água do mar já traz a paz, alívio e a recompensa pela semana inteira de espera por este momento. Pronto agora é só remar, varar a rebentação e, enfim, pegar as ondas.
A gurizada "faceira da vida" começa a se atirar nas ondas e a cada boa onda a galera grita incentivando os amigos e parceiros de surfe, entre uma onda e outra os semblantes podem ser vistos e nota-se que estão todos felizes e aliviados. Brincadeiras, gritos e até cantar desde pagode, MPB, até serteneja, mesmo que ninguém goste, mas qual o problema?
Depois de várias ondas, muitas remadas e joelhinhos, e claro, algumas "vacas" a galera está de "cabeça feita" e morrendo de fome, já se começa a pensar no almoço.
Chegando em casa, a galera vai tomar uma ducha para tirar o sal e começa a agilizar a comida, cada um pega uma coisa para fazer, um já toma conta do indispensável chimarrão, tudo isso para que o almoço fique pronto logo, sempre embalados por um reggae.
Quando as panelas chegam à mesa, aí sim as criaturas se transformam, parecem que nunca tinham visto comida. Depois de um bom tempo e algumas repetições de prato a galera fica "triste". Os que não ajudaram a fazer o almoço cuidam da louça, enquanto outro passa o café e os outros já se atiram em qualquer canto para deitar ou ao menos sentar.
Depois de cuidar da louça, tomar o cafézinho, começa a bater aquela preguiça. Alguns vão para a cama, outros deitam em qualquer lugar com sombra para descansar, pois daqui umas 2 horas começa tudo de novo.
Depois de descansar por alguns minutos ou horas, a vontade de ir para a água começa a bater novamente.
Levantou com fome ou preguiça? Come alguma coisa ou toma outro café e começa a te preparar!
Verificadas as condições de surfe, começa a rotina de preparação, muito surfe e depois de umas 2 horas, chega a galera com fome e vai para a preparação da janta.
Depois da janta, muito chimarrão e conversa, até bater o sono e chegar a hora do tão merecido descanso, para acordar cedo no domingo e curtir o dia.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A semana de um surfista longe do mar


Segunda-feira, ainda com o nível de stress baixo, devido ao final de semana curtido à base de surf. O dia começa tranquilo, mas já nas primeiras horas bate a vontade de ver a condições do surf para quem está ou mora no litoral.

Os amigos que trabalham em frente ao computador e tem acesso a e-mail, por mera coincidência ou telepatia, enviam um e-mail falando das condições do mar, ou, neste e-mail escrevem exatamente o que tu pensou "bah, na praia devem estar rolando altas ondas" ou "bah, mal voltei da praia e já não aguento mais".

Praticamente juntos verificam as condições do mar, respondem o e-mail com exclamações do tipo: "bah, que merda, na praia rolando altas ondas e eu aqui neste inferno de cidade" ou "bah, ao menos o mar não está tão bom assim", mas às vezes, mesmo quando as condições não são as melhores alguns contém frases como "mesmo com esse mar ruim preferia estar na praia, nem que seja só para sentir a brisa".

Terça-feira, o nível de stress começa a aumentar, os e-mails de segunda são praticamente repetidos e a programação da "praia" para o final de semana começa.

Quarta, bah, faltam só mais dois dias e não aguento mais ficar aqui, meu nível de stress está alto, mas não posso enlouquecer antes de sexta.

Quinta, mais uma verificada nas condições do mar e previsão para o final de semana. Data limite para o planejamento da "praia" e confirmação dos que vão embarcar, bem como, onde vamos ficar, no carro de quem vamos, etc...

Sexta, bah até que enfim... Olhamos as condições do mar, previsão para o final de semana, passamos o dia pensando no que levar para a praia, mesmo que sejam basicamente sempre as mesmas coisas, "bah, só não posso esquecer o long, prancha, lycra, leash, parafina, raspador e o resto(roupas, cuecas, etc...)". O dia de trabalho parece se arrastar, o nível de stress está deixando o cara sem paciência para nada e ainda depois do trabalho tenho que ir para a faculdade.

Chegada a tão esperada hora de colocar as coisas no carro, passar no posto de gasolina para abastecer, calibrar os pneus e até que enfim ir para a praia. No carro a gurizada começa o racha da gasolina, pedágio e contar como foi a semana e o martírio de esperar ela passar para chegar a hora de viajar, acordar no sábado bem cedo para cair na água.

Sábado, a gurizada acorda cedo, enquanto o café está sendo passado, uns vão até a beira da praia para ver como estão as ondas, a mesa farta para encher a barriga e fazer a reserva de energia para garantir no mínimo 2 horas de surfe. Depois do café enquanto uns cuidam da louça, os outros já vão se preparando para o tão esperado banho.